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Desempenho em Fevereiro/2019


 

O mês de fevereiro foi marcado pela seguintes informações.

Cenário Local:
Em fevereiro o destaque foi o envio do projeto da Reforma da Previdência aos congressistas. A entrega, feita pessoalmente pelo Presidente Jair Bolsonaro, acompanhado dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, foi seguida de um pronunciamento de defesa da proposta. Por conta de regra de transição apresentada, sua economia é de aproximadamente R$ 1,2 trilhão, superior ao que a maioria dos analistas de mercado previa anteriormente. Por ora, as principais críticas dos parlamentares foram com relação às alterações no BPC (Benefício de Prestação Continuada) e às regras das aposentadorias rurais, que tem impacto limitado na economia final. 

As tendências da economia brasileira não foram alteradas no último mês: dados de atividades fracos e decepcionantes, mercado de trabalho ainda com recuperação lenta e inflação bastante controlada.

 O IBGE divulgou o PIB do quarto trimestre de 2018, que apresentou alta de 0,1% em linha com as expectativas, mas ainda é considerado um número fraco. O ano fechou com alta de 1,1%, assim como em 2017. De acordo com o relatório Focus, o mercado espera alta de 2,5% em 2019.

 O CAGED (Cadastro de Empregados e Desempregados) de janeiro apresentou a criação líquida de 34 mil postos de trabalho, dado que, dessazonalizado, evidencia uma desaceleração em relação aos últimos meses. O desemprego está estável há vários meses, com crescimento salarial real abaixo de 1%, o que também representa uma diminuição no ritmo em relação aos meses anteriores.

A inflação, por sua vez, veio abaixo do esperado. O IPCA-15 de fevereiro apresentou alta de 0,34% e elevou a inflação acumulada em 12 meses para 3,7%.

Cenário Internacional:
No cenário internacional, as condições financeiras globais tem se mostrado cada vez mais favoráveis diante da sinalização mais sólida do Banco Central Americano (FED, sigla em inglês) em relação à pausa no processo de normalização monetária. No dia 30 de janeiro, o FOMC (Federal Open Market Commitee) decidiu manter inalterada a taxa básica de juros. Uma vez que tal movimento já era amplamente esperado, a relevância da reunião ficou por conta da comunicação mais dovish do FED, que alterou a ata no sentido de tornar os passos seguintes da política monetária inteiramente dependentes dos próximos dados de inflação, atividade e condições financeiras. Consistente com a sinalização de um período de pausa na subida de juros, o comitê anunciou ainda que será “paciente”. Em informe separado à ata, o FOMC também mostrou que poderá flexibilizar a política de normalização do balanço caso a economia enfrente uma desaceleração na qual uma queda de juros não seja suficiente para manter o mandato de inflação na meta e pleno emprego.

O período de pausa do FED só é possível diante da dinâmica benéfica da evolução do nível geral de preços na economia americana. No mês de dezembro, a inflação acumulada de 12 meses voltou a moderar em relação ao mês anterior e permaneceu abaixo da meta do FOMC de 2%. Diante do dólar ainda forte, da queda recente do preço do petróleo, de expectativas de inflação bem ancoradas e, sobretudo, da fraca relação que se tem observado entre a taxa de desemprego e a inflação, o FED tem podido retardar o passo na subida de juros mesmo em uma economia que está crescendo acima do seu potencial.

Há, no entanto, incertezas que permanecem contribuindo para um ambiente externo desafiador. A primeira é quanto ao crescimento da economia chinesa em 2019, a segunda é com relação ao risco de escalada do conflito comercial e tecnológico entre China e EUA e, por fim, sobre a desaceleração inesperada da atividade industrial na Zona do Euro.

Nos últimos meses, houve progressos tanto na estabilização da atividade econômica chinesa quanto na relação à perspectiva de um acordo comercial entre China e EUA capaz de resolver as tensões no médio prazo. Dados de atividade da China de dezembro mostraram uma estabilização da expansão do varejo e um desempenho acima do esperado da produção industrial após um longo processo de desaceleração. Os dados de crédito de janeiro também vieram acima das expectativas e indicam a opção do partido comunista de estimular a economia via canal de crédito frente às incertezas no ambiente externo.

As negociações comerciais entre China e EUA vem dando sinais concretos de evolução, com chances reais de que um acordo seja alcançado em meados de março, após o anúncio de extensão do período de trégua anunciado por Donald Trump. Tanto as lideranças americanas quanto as chinesas parecem entender essa necessidade e se mostram interessadas em evitar um estresse significativo nos mercados financeiros globais e uma desaceleração da economia mundial. Isso não garante, entretanto, que um acordo estável a longo prazo será alcançado. As divergências entre os dois países no tocante às reformas estruturais demandadas pelos americanos para economia chinesa ainda são muitas e requerem um processo mais longo de diálogo.

Quanto à atividade na Europa, apesar da queda mais intensa na indústria nos últimos meses, o setor de serviços tem se mostrado resiliente à desaceleração da indústria diante do suporte recebido por um mercado de trabalho aquecido e por uma inflação baixa que, junto à política monetária ainda estimulante no bloco, dão base de sustentação para o crescimento do consumo.


Plano de Benefícios de Contribuição Definida – PAI-CD


Performance abr/2018 a mar/2019

Indicador abr/18 mai/18 jun/18 jul/18 ago/18 set/18 out/18 nov/18 dez/18 jan/19 fev/19 mar/19 Acumulado
12 meses
Acumulado
desde início*
Perfil Conservador 0,54 0,32 0,50 0,58 0,39 0,47 0,81 0,57 0,64 0,70 0,48 0,47 6,66 62,26
Perfil Moderado 0,96 -1,40 0,05 1,57 0,25 0,35 2,39 0,86 0,42 2,35 0,26 0,53 8,87 74,06
Perfil Agressivo 1,24 -1,68 -0,09 1,88 0,36 0,36 2,25 1,08 0,05 2,80 0,20 0,43 9,16 78,13
CDI 0,52 0,52 0,52 0,54 0,57 0,47 0,54 0,49 0,49 0,54 0,49 0,47 6,34 58,96
Ibovespa 0,88 -10,87 -5,20 8,88 -3,21 3,48 10,19 2,38 -1,81 10,82 -1,86 -0,18 11,78 55,68
IMA-B 0,00 -3,16 -0,32 2,32 -0,45 -0,15 7,14 0,90 1,65 4,37 0,55 0,58 13,88 80,75
Poupança 0,37 0,37 0,37 0,37 0,37 0,37 0,37 0,50 0,50 0,50 0,50 0,50 5,21 36,40

* A data de início considerada é 01/09/2014, quando o Plano PAI foi dividido em 3 perfis.



Perfil:
Índices:
Período:
a

Performance abr/2018 a mar/2019


Performance Comparativa *

Perfil:
Índices:
Período:
a

* A rentabilidade aqui divulgada representa o retorno dos investimentos, sendo que a taxa que incide sobre o saldo de participante ainda sofre ajuste contábil como a incidência das despesas administrativas.


Alocação dos Perfis (%)



Plano de Benefício Definido – BD


Performance abr/2018 a mar/2019

Indicador abr/18 mai/18 jun/18 jul/18 ago/18 set/18 out/18 nov/18 dez/18 jan/19 fev/19 mar/19 Acumulado
12 meses
Acumulado
desde início*
Consolidado Plano BD 0,65 0,38 1,02 1,12 0,51 0,00 1,05 0,52 0,45 0,00 0,73 0,00 6,61 230,91
Meta Atuarial 0,57 0,79 1,79 0,63 0,00 0,00 0,78 0,09 0,48 0,00 0,88 0,00 6,16 70,08

* Data de início 01/02/2008.