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Glossário


Ações

Uma ação representa a menor fração do capital social de uma empresa. Quem adquire estas frações (ou ações) é chamado de acionista. Todo acionista tem direito a receber parte do lucro da empresa, por meio de dividendos e juros sobre capital próprio, proporcionalmente à quantidade de ações que possui. As ações podem ser ordinárias (ON) ou preferenciais (PN). As ações ordinárias dão direito de voto aos acionistas. Já as ações preferenciais pagam dividendos um pouco maior do que as ordinárias e também dão preferência aos seus detentores no momento do pagamento.

Ação Ordinária

São ações que conferem ao acionista direito de voto na empresa, por ocasião da realização das assembleias de acionistas. São ações normalmente menos negociadas no mercado que as preferenciais e, portanto, de menor liquidez.

Ação Preferencial

São ações que garantem aos acionistas maior participação nos resultados da empresa, mas que não dão direito a voto. A preferência, no caso, diz respeito à distribuição dos resultados, ou seja, os acionistas preferenciais têm prioridade no recebimento de proventos e no reembolso de capital em caso de dissolução da sociedade em relação aos demais acionistas. Em geral, são as ações mais negociadas e, portanto, de maior liquidez.

Alfa

No mercado financeiro, "gerar alfa" é obter lucros que superem o indicador de referência. Então um fundo de ações que tem como benchmark o Ibovespa gera alfa quando garante um rendimento acima da variação desse índice.

Alocação

Alocação dos investimentos ou alocação de ativos é uma estratégia de investimentos que busca melhorar a relação entre risco e retorno (rentabilidade), através da distribuição dos ativos. Em outras palavras, o investidor decide o quanto investir em cada ativo, de modo a diversificar e considerando a sua tolerância ao risco, suas metas e horizonte de tempo.

Asset Allocation

Termo que vem do inglês e significa alocação de recursos. Muito usada com referência a escolha dos ativos financeiros (ex. ações, dólar, títulos de renda fixa, etc) que são usados na composição de uma carteira de investimentos. Em geral, quando se aplica em um fundo de investimento recomenda-se que o investidor analise com cuidado o prospecto para que saiba a forma com que o gestor está alocando os ativos do fundo, ou seja, para entender o asset allocation deste fundo.

Balanço de Pagamentos

O Balanço de Pagamentos registra o resultado de todas as transações (bens, serviços, transferências e fluxos de capital) entre um país e o resto do mundo. Todas as contas de bens, serviços e transferências unilaterais são agrupadas para obter o Saldo de Transações Correntes. Este saldo é somado ao resultado das contas de capital e erros e omissões para obter o saldo do Balanço de Pagamentos. A variação de reservas é sempre igual ao saldo do Balanço de Pagamentos, pois caso o país receba mais do que envia, as reservas aumentarão; o contrário ocorre caso o país envie mais do que receba.

Balanço Patrimonial

Demonstração financeira que detalha e quantifica os ativos, passivos e patrimônio de uma empresa. Em termos de unidades monetárias, o balanço mostra o que a empresa possui (ativos), o quanto deve (passivos), o quanto seus acionistas já investiram na empresa (capital) e o quanto ganhou ou perdeu desde sua abertura (reserva de resultados). O balanço apresenta estas informações em uma determinada data, como último dia de um trimestre, semestre ou ano.

Banco Central do Brasil (BACEN)

Principal órgão executivo do sistema financeiro nacional. Foi criado em 1964, incorporando uma série de atividades até então exercidas pelo Banco do Brasil. O Bacen é o órgão responsável pela gestão do sistema financeiro, funcionando como o banqueiro do Governo. Dentre as suas principais funções estão: Compra e venda de títulos federais (sobretudo através de operações no open market), tanto com o objetivo de financiamento do Tesouro Nacional quanto de execução da política monetária. Recebimento de depósitos compulsórios e voluntários do sistema bancário, assim como realização de operações de redesconto e outros tipos de empréstimos às instituições financeiras. Autoriza o funcionamento, fiscaliza e aplica as penalidades previstas às instituições financeiras, de acordo com as normas determinadas pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). É o depositário das reservas internacionais do país e o co-responsável (juntamente com o Tesouro Nacional) pela política de captações externas brasileiras. É responsável pela emissão de papel moeda e moeda metálica.

Banco Central Europeu

O Banco Central Europeu (BCE) foi instituído em 30 de junho de 1998 e, desde 1º de janeiro de 1999, tem por missão assegurar a execução da política monetária europeia definida pelo Sistema Europeu de Bancos Centrais. Os órgãos de decisão do BCE (o Conselho do BCE e a Comissão Executiva) dirigem o Sistema Europeu de Bancos Centrais (SEBC), que tem a seu cargo a gestão da massa monetária, a condução das operações cambiais, a detenção e a gestão das reservas cambiais oficiais dos Estados-membros e a promoção do bom funcionamento dos sistemas de pagamento.

Benchmark

O benchmark é um índice de excelência utilizado como representante do mercado para avaliar o desempenho dos rendimentos (é um índice para comparação). Esse benchmark deve ter alguma relação com o segmento de investimento e pode ser composto por outros diferentes índices.

Este termo que vem do inglês e define o processo usado para avaliar o desempenho de um ativo financeiro em relação ao desempenho de outros ativos financeiros identificados como sendo os de melhor desempenho no setor (ou categoria de investimento). Muito usado na análise do desempenho de fundos de investimentos, onde o retorno da carteira do fundo é comparado com o retorno do benchmark, ou índice de referência. No caso dos fundos de ações, por exemplo, o benchmark em geral é o Ibovespa, enquanto nos fundos DI e de renda fixa o índice de referência mais usado é o CDI. Também é usado para definir o processo de melhoria da gestão de uma empresa através da implementação de melhores práticas e da adaptação de processos com base na experiência própria ou na observação da atividade de empresas ou organizações concorrentes. O objetivo do benchmarking é o de efetuar uma análise comparativa dos procedimentos adotados pela empresa com aqueles adotados pelos seus concorrentes, na tentativa de melhorar o desempenho da empresa

Beta

Medida de risco diversificável de uma ação. O coeficiente beta pode ser visto como um índice do grau do retorno relativo de uma ação em relação ao retorno do mercado (Ibovespa). O beta do mercado é igual a 1 e todos os outros betas são calculados em relação a esse valor. Um beta positivo sugere que a ação move na mesma direção do mercado, enquanto um negativo sugere um movimento na direção oposta. Betas positivos são mais comuns que negativos. Uma ação com um beta igual a 2.0, reage duas vezes mais que o mercado, ou seja, experimenta uma mudança de 2% em seu retorno para cada mudança de 1% no retorno do mercado.

BM&FBovespa

Reúne a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), onde são negociadas as ações (mercado de capitais) e a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), que negocia, entre outros itens, as commodities agropecuárias. Visite: http://www.bmfbovespa.com.br/

Bolsa de Valores (Bovespa)

Lugar onde se negociam títulos e valores mobiliários (sobretudo ações, opções, direitos e debêntures). A BM&FBOVESPA é a principal instituição brasileira de intermediação para operações do mercado de capitais e a única bolsa de valores, mercadorias e futuros em operação no Brasil. É uma companhia de capital brasileiro, formada em 2008, a partir da integração das operações da Bolsa de Valores de São Paulo e da Bolsa de Mercadorias & Futuros. Para mais informações sobre a BM&FBOVESPA, acesse: http://www.bmfbovespa.com.br/

Câmbio (ou taxa de câmbio)

Define toda a operação em que existe troca de moeda nacional por moeda estrangeira, ou vice-versa. Ao viajar, um turista troca moeda nacional, por moeda estrangeira num banco. Ao retornar, se ainda sobrou moeda estrangeira, é possível trocá-la no banco por moeda nacional. No jornal é possível encontrar várias taxa de câmbio para uma mesma moeda. Em todos os casos existe sempre uma cotação de compra e outra de venda, a diferença entre as duas taxas é chamada spread que é o que determina o ganho da instituição financeira na operação. Isto porque a taxa de venda é aquela usada pelo banco para determinar a cotação pela qual irá vender dólares para os investidores, enquanto a taxa de compra é aquela que paga pelos dólares que os investidores lhe vendem. Como era de se esperar, a taxa de compra é menor que a taxa de venda, quanto maior esta diferença maior o spread e o ganho do banco.

CDB - Certificado de Depósito Bancário

São títulos representativos de depósitos a prazos fixos emitidos por bancos comerciais, bancos de investimento e bancos de desenvolvimento. A taxa paga nos CDBs pode ser pré-fixada, pós-fixada ou flutuante, essa última atrelada a um percentual da variação de um índice.

CDI - Certificado de Depósito Interbancário

O CDI – Certificados de Depósito Interbancário são os títulos de emissão das instituições financeiras, utilizados nas operações do mercado interbancário, com prazo de um dia útil. Como os investimentos considerados mais seguros e simples do mercado são baseados nesta taxa, ela acabou sendo chamada de taxa livre de risco. O deposito interbancário é uma modalidade de investimento que os bancos usam para aplicar os seus recursos excedentes ou para captar dinheiro de outros bancos com o objetivo de melhorar sua posição de liquidez. O CDI é usado como benchmark para se comparar a rentabilidade de fundos de investimento que aplicam primordialmente em títulos de renda fixa, como os fundos DI e todas as subcategorias de fundos de renda fixa.

CDS: CreditDefault Swap:

Serve como uma espécie de seguro negociado para cobertura em caso de inadimplência de um determinado país ou empresa. Seu preço é utilizado como um indicador da percepção de risco do país (ou empresa) em questão, ou seja, quando essa percepção de risco aumenta, esse “seguro” fica mais caro.

Circuit Breaker

Uma condição de negociação que é adotada em muitas bolsas de valores. Através do Circuit Breaker, o pregão é imediatamente interrompido toda vez que o índice representativo dos preços de um conjunto de ações tenha queda substancial. No caso da Bolsa de Valores de São Paulo, o circuit breaker é adotado quando o Ibovespa tem uma queda de dez por cento em relação ao fechamento do pregão anterior, levando a uma paralisação de 15 minutos das negociações. Caso a queda atinja 15%, a paralisação será de uma hora.

Contrato a Termo

Contrato que estabelece que um determinado ativo será comprado e vendido no futuro por um preço fixado no presente.

Contrato de Opção

Contrato através do qual o investidor recebe o direito de COMPRAR (opção de compra) ou VENDER (opção de venda) uma quantidade de um ativo a um preço pré-estabelecido durante o período de validade da opção.

COPOM - Comitê de Política Monetária do Banco Central

O COPOM foi instituído em 20 de junho de 1996 com o objetivo de estabelecer as diretrizes da política monetária e definir a taxa básica de juros. O COPOM decide a meta da taxa SELIC, taxa básica da economia, que deve vigorar no período entre suas reuniões e, em alguns casos, o seu viés ou tendência. A taxa SELIC é a média ajustada dos financiamentos diários apurados no Sistema Especial de Liquidação de Custódia (SELIC) para títulos federais.

Cota

São parcelas iguais que dividem o valor do patrimônio líquido do Fundo de Investimento. O valor aplicado em um fundo de investimento é dividido por uma determinada quantidade de cotas que determina o valor da cota do fundo. As cotas do fundo de investimento equivalem à cotação da ação de uma Empresa em particular. O Valor de Mercado de um Fundo é calculado como o Valor de Mercado de uma Empresa, ou seja, multiplicando-se o número total de cotas por valor da cota na data em questão.

Cotação (ou Preço)

Preço dos títulos, ações, moedas estrangeiras ou mercadorias. O termo é usado principalmente nas bolsas de valores ou de mercadorias.

Cupom

Taxa determinada no momento da emissão de um título de renda fixa, pela qual um emissor se compromete a pagar juros em intervalos periódicos. As taxas podem ser fixas (10% ao ano, por exemplo) ou variáveis flutuantes (TR + 5%, por exemplo). O intervalo de pagamento também é determinado quando da emissão, sendo pagamento trimestral, semestral ou anual os mais usados. É importante notar a distinção entre cupom e rendimento, já que o cupom independe do preço de negociação do ativo, enquanto que o rendimento, ou yield, varia de forma inversa às alterações no preço do ativo.

Cupom Cambial

Em poucas palavras, o cupom cambial pode ser definido como a taxa de juro em dólares no Brasil, sendo calculado com a diferença entre a taxa básica de juro interna (a Selic) e a desvalorização da taxa de câmbio, ou seja do real frente ao dólar. Por exemplo, para uma taxa básica de juro projetada de 16% ao ano e uma variação cambial de 7% ao ano, o cupom cambial é de 9%, refletindo exatamente o diferencial entre a taxa de juro efetiva e a variação cambial. O mercado trabalha com duas definições de cupom cambial: o "cupom sujo", no caso da variação do dólar levar em conta a taxa de câmbio Ptax do dia anterior, ou "cupom limpo" que leva em conta a taxa de câmbio no mercado spot, ou à vista.

Debêntures

As debêntures são títulos de renda fixa de longo prazo (ou seja, com prazo acima de um ano), que são emitidos por empresas e podem ou não ter como garantia algum tipo de ativo. Sua finalidade principal é financiar os projetos de investimento ou alongar dívidas da empresa. As debêntures podem ser emitidas com uma cláusula de conversibilidade, ou seja, se o título não for pago no final do período, poderá ser convertido em uma quantidade correspondente de ações da empresa. Embora a grande maioria das debêntures seja considerada como títulos de renda fixa, algumas podem ser consideradas como títulos de renda variável, desde que a remuneração oferecida seja com base na participação nos lucros da empresa emissora.

Debêntures Conversíveis em Ações

Debêntures que podem, por opção do investidor, ser convertidas em ações, em condições (preço, quantidade, data) pré-determinadas.

Déficit Primário

Termo que determina gastos do Governo que excedem o valor da sua arrecadação, sem incluir os gastos com pagamento de juros da dívida pública.

Déficit Público

Termo que determina o quanto o Governo gasta acima do que arrecada em um determinado período de tempo. Neste caso são usados os valores nominais, ou seja, incluindo a variação da inflação no período. Em geral refere-se ao Governo Federal, mas pode ser usado para os governos estaduais.

Deflação

Termo que reflete a queda do nível geral dos preços, ou seja, é o oposto de inflação.

Derivativos

São instrumentos financeiros cujas características estão vinculadas a outros títulos, ou ativos, que lhe servem de referência. Como exemplo, podem ser mencionados: opções sobre ações, contratos futuros sobre o dólar comercial, sobre o índice Bovespa ou sobre a taxa DI.

Desvalorização

Perda de valor por parte de uma moeda frente a outra. Por exemplo, quando falamos que o real desvalorizou em relação ao dólar norte-americano isto significa que o real perdeu valor em relação ao dólar, de forma que são necessários mais reais para se comprar um dólar.

Diversificação de Risco

Terminologia utilizada quando o investidor (ou administrador do fundo de investimento) diversifica a forma como aplica os recursos de sua carteira de investimentos tendo como objetivo reduzir o risco da carteira como um todo.

Dívida Líquida

Soma de todas as obrigações financeiras (empréstimos, debêntures, títulos de renda fixa etc.) de uma empresa, sejam elas de curto ou longo prazo. Deste montante devem ser deduzidas as disponibilidades da empresa, ou seja, a soma dos instrumentos que podem ser considerados como papel moeda.

Dívida Total

Soma de todas as obrigações financeiras (empréstimos, debêntures, etc.) de uma empresa, sejam elas de curto ou longo prazo.

Dividendos

Pagamento efetuado pela empresa aos seus acionistas através da distribuição de parte do lucro líquido da empresa, subdividido de acordo com as diferentes classes de ação. O montante, a ser pago em dinheiro e de forma proporcional à quantidade de ações possuídas, deve ser decidido pelo Conselho Administrativo da empresa e, em geral, é pago anualmente, semestralmente ou trimestralmente. Pela Lei das S.A., deverá ser distribuído um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido apurado em cada exercício.

Dovish

Postura de um Banco Central mais favorável à redução dos juros ou à manutenção de taxas baixas.

Duration

Termo em inglês que denomina uma medida de risco na qual se analisa o impacto da variação dos juros em um determinado ativo, ou carteira de investimentos. A título de ilustração, um ativo cuja duration é 2 tem seu valor aumentado em 2% no caso de uma queda de 1% nos juros.

EBIT

Sigla que vem do inglês "Earnings Before Interest and Taxes". Em português significa lucro antes de juros e impostos.

EBITDA

Sigla que vem do inglês "Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization. Em português significa lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização.

Estrutura a termo

Curva de juros ao longo do tempo conforme precificado pelo mercado nos títulos públicos dos respectivos vencimentos.

Exercício de Opções

Ao comprar (ou vender) uma opção, o investidor compra (ou vende) o direito de comprar ou vender um ativo a um determinado preço (preço de exercício) em uma determinada data. O exercício da opção é quando este direito é exercido pelo investidor ao preço de exercício determinado na opção. Para as opções que são negociadas em bolsa, existem dadas pré-determinadas nas quais diversas séries de opções vencem, de forma que estas datas são conhecidas como datas de exercício de opções. Nas opções do tipo americana é possível exercer o direito de compra/venda em qualquer tempo até a data de vencimento do contrato, enquanto nas opções européias o exercício só pode acontecer na data de vencimento da opção.

Federal Reserve (FED)

É o banco central norte-americano, responsável pela formulação e execução de política monetária. Além disso, o FED age como regulador e supervisor do sistema bancário, serve como "banco" do Governo e o assessor em operações financeiras. A taxa de juros do EUA é definida pelo FOMC (Federal Open Market Commitee) o principal órgão do FED.

FOMC (Federal Open Market Commitee)

É o colegiado mais importante do FED (Federal Reserve System), o banco central dos EUA, no que se refere à política monetária. É o FOMC quem define a meta da taxa de juros norte-americana, e conduz as operações de mercado aberto de acordo com a meta de juros estipulada. O FOMC é formado pelo Board of Governors do FED e por cinco presidentes de bancos centrais regionais, os Federal Reserve Banks. O chairman do FED é também chairman do FOMC.

Free-float

É a porcentagem do capital uma empresa que não se encontra em mãos de acionistas estratégicos, sendo que os acionistas estratégicos são aqueles com participação superior a 5% do capital total da empresa. Desta forma, o free-float das ações de uma empresa é um indicador importante da sua liquidez no mercado, pois indica qual é o percentual das ações que pode ser efetivamente negociado no pregão e objeto de compra por parte de outros investidores.

Fundo de Ações Ativo

Trata-se de um dos tipos de fundos de ações em que o gestor do fundo busca superar a rentabilidade obtida por um determinado índice de ações, como por exemplo, o Ibovespa ou o IBX. Em geral estes fundos têm perfil mais agressivo de investimento que os fundos de ações indexados. Dentre os fundos ativos existem também os alavancados, que utilizam derivativos para obter uma rentabilidade ainda mais atrativa e que, exatamente por isto, têm um perfil ainda mais arriscado de investimento.

Fundo de Ações Indexado

Trata-se de um dos tipos de fundos de ações em que o gestor do fundo busca replicar a rentabilidade obtida por um determinado índice de ações, como por exemplo, o Ibovespa ou o IBX. Em geral estes fundos têm perfil menos agressivo de investimento que os fundos ativos de ações.

Fundo de Investimento

Os fundos de investimentos são a forma mais conhecida de aplicação financeira, e funcionam como uma espécie de condomínio de recursos individuais de pessoas físicas ou jurídicas. Na maioria dos casos esses fundos funcionam como um condomínio aberto, sem limite máximo de participantes, administrado com a finalidade de aplicar estes recursos no mercado e maximizar o retorno para o investidor (cotista). Mas em alguns casos, podem ser fechados, em geral estes fundos não permitem o saque a qualquer momento, e o investidor deve manter a aplicação por um prazo determinado de tempo. A soma das aplicações individuais de cada um dos cotistas constitui o patrimônio do fundo.

Fundo de Renda Fixa

Uma das nove categorias de fundos de investimento acompanhadas pela Anbid (Associação Nacional de Bancos de Investimento) esta categoria de fundos inclui os fundos cuja carteira é composta basicamente por ativos de renda fixa, ou ativos que se comportam como tal como, por exemplo, derivativos. Existem basicamente quatro sub-categorias de fundos de renda fixa, que são os fundos de renda fixa tradicionais, os renda fixa crédito, os renda fixa multi-índices e os renda fixa alavancados, sendo que a diferença entre eles está na forma com que aplicam os recursos da sua carteira de investimentos.

Gestor de Investimentos

O gestor de uma carteira de investimento é o responsável pela alocação dos recursos, devendo ser capaz de decidir onde aplicá-los, de forma a trazer a maior rentabilidade possível, correndo o menor risco possível.

Hedge

Termo que vem do inglês e que significa salvaguarda. Também denomina administração do risco como, por exemplo, o ato de tomar uma posição em outro mercado (futuros, por exemplo) oposta à posição no mercado à vista, para minimizar o risco de perdas financeiras em uma alteração de preços adversa.

Hawkish

Postura de um Banco Central mais favorável ao aumento de juros.

Ibovespa

É o principal índice da bolsa paulista, que exprime a variação média diária das negociações da Bolsa de Valores de São Paulo. O Ibovespa foi implementado em 1968 e é formado atualmente por uma carteira teórica de 63 ações, que são escolhidas pela participação das ações no mercado e pela liquidez. A participação de cada ação na carteira tem relação direta com a representatividade desse título no mercado à vista - em termos de número de negócios e volume financeiro -, sem levar em consideração seu valor de mercado. Com isso, os setores que têm empresas como ações mais líquidas (como telecomunicações) possuem maior participação no índice.

IBX-100 - Índice Brasil

Índice que mede o retorno de uma carteira hipotética composta por 100 das ações mais negociadas em termos de número de negócios e volume financeiro do Bovespa. A carteira teórica do índice tem vigência de quatro meses, valendo para os períodos de janeiro a abril, maio a agosto e setembro a dezembro. A ponderação é realizada de acordo com o valor de mercado das empresas, excluindo a parcela que está em mãos dos controladores. Desta forma, este índice se diferencia do Ibovespa, pois reflete critérios de capitalização de mercado e free float, enquanto o Ibovespa se baseia somente em critérios de liquidez.

IMA-B

O Índice de Mercado ANBIMA (IMAB) é um índice baseado em uma carteira teórica composta por todos os títulos públicos negociados pelo Tesouro Nacional. O IMA-B é composto apenas por Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-Bs) que são títulos públicos que remuneram o investidor em uma taxa de juros pré-fixada + a variação do IPCA no período. Este índice está dividido em IMA-B 5+, que é o índice que considera somente NTN-Bs com vencimentos a partir de 5 anos, e IMA-B 5, que é o índice que considera somente NTN-Bs com vencimentos em até 5 anos.

Inflação

Inflação é um conceito que designa o aumento continuado e generalizado dos preços dos bens e serviços. Pode ser medida por diversos índices que calculam a média do crescimento dos preços de um conjunto de bens e serviços em um determinado período. O índice oficial para medir a inflação do Brasil é o IPCA.

IPCA - Índice de Preços ao Consumidor Amplo

Divulgado aproximadamente no 8o dia útil do mês, o IPCA é utilizado pelo Banco Central do Brasil para o acompanhamento dos objetivos estabelecidos no sistema de metas de inflação. É um índice mensal, divulgado pelo IBGE, que acompanha a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços. O público alvo do índice é a população com faixa de renda entre 1 e 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte dessa renda, nas principais regiões metropolitanas do país. A pesquisa de preços é feita entre o primeiro e último dia de cada mês

IRF-M

Índice composto por títulos pré-fixados como Letras do Tesouro Nacional (LTNs) e Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-Fs) que são títulos públicos que remuneram o investidor com uma taxa de juros pré-definida no momento da compra do título. Este índice considera somente títulos pré-fixados com vencimento de até 1 ano.

Juro Nominal

Quando se fala em taxa de juros existem duas formas de expressá-las. A primeira inclui a correção monetária do valor emprestado e é chamada de taxa nominal, a segunda não inclui esta variação e é denominada taxa real de juros. Em geral as taxas oferecidas nas principais modalidades de financiamento são expressas em termos nominais, ou seja, sem descontar a inflação no período.

Juro Real

Termo que se refere a uma das duas formas de se expressar uma taxa de juros, a outra sendo a taxa nominal. A taxa real de juros é determinada como sendo a taxa que incide sobre um empréstimo (ou financiamento) sem incluir a correção monetária do montante emprestado. Para obter a taxa de juros real deve-se descontar a correção monetária da taxa de juros nominal. Em condições de inflação zero os juros real e nominal são iguais.

Lastro

Termo que é usado para determinar a garantia implícita de um ativo. Desta forma, quando uma moeda tem lastro os investidores não questionam sua aceitabilidade, pois sabem que seu valor é garantido.

LFT

As LFT são títulos de renda fixa que são emitidos pelo Tesouro Nacional, cuja sigla significa Letras Financeiras do Tesouro. O principal objetivo das LFTs é prover recursos necessários à cobertura de déficits orçamentários ou à realização de operações de crédito por antecipação de receita e para atendimento a determinações legais. O rendimento destes títulos é determinado de forma pós-fixada, de acordo com a taxa acumulada no período no mercado Selic. Já o resgate é definido pelo valor nominal, acrescido do respectivo rendimento, desde a data-base do título.

Liquidez

No mercado financeiro o termo é usado para determinar a capacidade que um título tem de ser convertido em moeda. A liquidez absoluta só é conferida ao papel-moeda, de forma que todos os outros títulos têm liquidez inferior, que varia conforme o tipo de investimento, prazo e a conjuntura econômica. Na análise das demonstrações financeiras de uma empresa é usado para definir a capacidade que esta empresa tem de gerar recursos que podem ser rapidamente transformados em papel moeda. Assim, a liquidez de uma empresa é função da sua disponibilidade de caixa, e dos títulos negociáveis e ativos circulantes que possui.

LTN

As LTN são títulos de renda-fixa emitidos pelo Tesouro Nacional, cuja sigla significa Letras do Tesouro Nacional. São títulos de remuneração pré-fixada, cujo principal objetivo é prover recursos necessários à cobertura de déficits orçamentários ou à realização de operações de crédito por antecipação de receita e para atendimento a determinações legais. O prazo dos papéis depende das definições do Ministério da Fazenda e do interesse do mercado. A remuneração se dá pela diferença entre o preço da emissão, considerando o deságio do título, e o valor de resgate.

Marcação a Mercado

Você já foi à feira e descobriu que os preços dos produtos mudam ao longo da manhã? Ou já percebeu que os preços dos itens no mercado variam conforme o momento que o país está? Por exemplo, se vivemos uma fase de estiagem, seca, a tendência é de nos depararmos com preços de alguns produtos mais elevados no mercado. Por outro lado, se vivemos um momento em que a produção de algum item foi muito alta, verificamos uma queda nos preços.

Sabendo desses cenários e conhecendo nossa situação econômica, quando vamos ao mercado, estamos cientes do quanto podemos e do quanto estamos dispostos a pagar por cada item que precisamos. Os preços dos ativos de investimento sofrem o mesmo impacto que os preços dos produtos do mercado, conforme nosso exemplo.

A marcação a mercado é uma metodologia de precificação, onde se verifica, diariamente, o valor que receberíamos pelos ativos, caso decidíssemos vendê-los. Há momentos em que se conseguiria vender por preços mais elevados e outros em que estes preços estariam abaixo.

Para essas mudanças constantes de preços, damos o nome de Volatilidade. Quanto mais e maiores variações há no preço de um ativo, mais volátil ele se mostra e, portanto, maior risco ele oferece. Quanto mais constante o preço de um ativo, menos volátil ele se mostra e, portanto, mais livre de risco.

Marcação na Curva

A marcação na curva é a metodologia em que os preços dos ativos são fixados pelo valor de compra mais a variação da taxa desde a emissão do papel até a data em que se está precificando. Porém, caso o ativo seja vendido antes da data de vencimento, todo o impacto provocado pelo mercado (positivo ou negativo) ocorrerá no dia desta venda. Independente da metodologia utilizada para precificação dos ativos, na data de vencimento, o preço de cada ativo será o mesmo e, consequentemente, a sua rentabilidade.

Mercado a Termo

Negociação realizada em uma bolsa de valores ou de mercadorias com vencimento acertado entre as partes para um mínimo de cinco dias depois. Em geral os vencimentos são de 30, 60, 90 ou 180 dias.

Mercado a vista

Mercado no qual a liquidação física (entrega dos títulos pelo vendedor) se processa no 2º dia útil após a realização do negócio em pregão e a liquidação financeira (pagamento dos títulos pelo comprador) se dá no 3º dia útil posterior à negociação, somente mediante a efetiva liquidação física.

Mercado de Ações

Segmento do mercado de capitais, que compreende a colocação primária em mercado de ações novas emitidas pelas empresas e a negociação secundária (em bolsas de valores e no mercado de balcão) das ações já colocadas em circulação.

Mercado de Câmbio

É o ambiente onde se realizam as operações de câmbio entre os agentes autorizados pelo Banco Central do Brasil (bancos, corretoras, distribuidoras, agências de turismo e meios de hospedagem) e entre estes e seus clientes. No Brasil, o mercado de câmbio é dividido em dois segmentos, livre e flutuante, ambos regulamentados e fiscalizados pelo Banco Central. O mercado livre é também conhecido como "comercial" e o mercado flutuante, como "turismo". À margem da lei, funciona um segmento denominado mercado paralelo, mercado negro, ou câmbio negro. Todos os negócios realizados no mercado paralelo são ilegais e sujeitam o cidadão ou a empresa às penas da lei.

Mercado de Capitais

É o conjunto de instituições, tais como bolsas de valores e instituições financeiras (bancos, corretoras, bancos de investimento, seguradoras), ligadas à intermediação de ativos financeiros (ações, títulos de dívida em geral). A principal função do mercado de capitais é canalizar a poupança (recursos financeiros) da sociedade para o comércio, a indústria, outras atividades econômicas e para o próprio governo. Distingue-se do mercado monetário que movimenta recursos a curto prazo, embora tenham muitas instituições em comum.

Mercado Financeiro

É o mercado voltado para a transferência de recursos entre os agentes econômicos. No mercado financeiro, são efetuadas transações com títulos de prazos médio, longo e indeterminado, geralmente dirigidas ao financiamento dos capitais de giro e fixo.

Mercado Primário

A colocação de ações ou outros títulos (ou seja, novas emissões) ocorre dentro de um determinado intervalo de tempo, no qual os agentes de colocação (bancos, corretoras, etc.) vendem os títulos comprados junto ao emissor (empresas, bancos, governos) para investidores. Este mecanismo é denominado mercado primário e tem como principal objetivo levantar novos recursos para o emissor, recursos estes que podem ser utilizados para o financiamento de projetos de expansão, para abater dívidas existentes ou para reforçar a posição de caixa do emissor.

Mercado Secundário

Após uma nova emissão ser colocada (ou vendida) para uma série de investidores, inicia-se o mercado secundário, no qual estes e outros investidores e instituições financeiras tem o direito de negociar os títulos emitidos. O mercado secundário continua sendo o canal de negociação até o vencimento do título (no caso de títulos de renda fixa, futuros e opções), ou durante todo o período no qual uma ação continua sendo negociada.

Mercado Futuro

O mercado futuro é normalmente centrado em uma bolsa de valores ou de mercadorias, tendo como objetivo principal prover instrumentos financeiros que permitam a compradores e vendedores proteger-se de oscilações de preços. O mecanismo básico é a negociação de títulos ou mercadorias, a preços determinados, para uma data futura, exigindo-se garantias dos vendedores e compradores.

Nafta:

Tratado Norte Americano de Livre Comércio (México, Canadá e EUA)

NTN - Notas do Tesouro Nacional

Trata-se de títulos de financiamento da dívida do Tesouro que são pós-fixados e possuem várias séries, cada qual com um índice de atualização próprio (IGP-M, dólar, TR, etc).

NTN-B - Notas do Tesouro Nacional Série B

Títulos de renda-fixa emitidos pelo Tesouro Nacional, com rentabilidade vinculada à variação do IPCA, acrescida de juros definidos quando da emissão, em porcentagem ao ano, calculada sobre o valor nominal atualizado. Já o pagamento de juros é feito semestralmente, com ajuste do prazo no primeiro período de fluência, quando couber.

PIB

O PIB – Produto Interno Bruto é o principal medidor do crescimento econômico de uma região, seja ela uma cidade, um estado, um país ou mesmo um grupo de nações. Sua medida é feita a partir da soma do valor de todos os serviços e bens produzidos na região escolhida em um período determinado.

PIB = Consumo Privado + Investimentos totais feitos na região + Gastos do Governo + Exportações - Importações

São medidas a produção na indústria, na agropecuária, no setor de serviços, o consumo das famílias, o gasto do governo, o investimento das empresas e a balança comercial. No Brasil, o PIB é calculado pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, instituição federal subordinada ao Ministério do Planejamento.

Preço/Lucro: múltiplo que indica a relação entre o preço das ações e a expectativa de lucro das empresas. É utilizado como uma medida comparativa de valor/atratividade em que, quanto mais alto seu valor, mais caras estão as ações.

Preço/Lucro

Múltiplo que indica a relação entre o preço das ações e a expectativa de lucro das empresas. É utilizado como uma medida comparativa de valor/atratividade em que, quanto mais alto seu valor, mais caras estão as ações.

Quantitative Easing (QE)

Política de relaxamento monetário adotada pelo Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. Consiste em recompra de títulos para injetar liquidez no mercado e em manutenção de taxas de juros em patamares historicamente muito baixos.

Rating

Classificação atribuída à qualidade de crédito do emissor. Há basicamente três agências internacionais de classificação de risco mais importantes, a saber: Fitch, Moody´s e Standard & Poor´s, que atribuem notas aos títulos emitidos por uma empresa ou um governo com o intuito de medir a probabilidade de inadimplência - essa nota é o rating.

Recessão

A recessão é um período em que ocorre um grande declínio na taxa de crescimento econômico de uma determinada região ou país. Resulta na diminuição da produção e do trabalho, dos salários e dos benefícios das empresas. Do ponto de vista dos empresários, recessão significa restringir as importações, produzir menos e aumentar a capacidade ociosa. Para o consumidor, significa restrição de crédito, juros altos e desestímulo para compras. Para o trabalhador, baixos salários e desemprego.

Tecnicamente, para que a economia de um país entre em recessão, são necessários dois trimestres consecutivos de queda no PIB. Se o PIB crescer pouco, pode-se falar até de estagnação econômica, mas não de recessão.

Embora caracterizada por uma redução expressiva das atividades comerciais e industriais, a recessão é considerada como uma fase normal do ciclo econômico, sendo bem menos severa que a depressão.

Regra de Ouro

Limite constitucional que impede a emissão de dívidas para cobrir gastos correntes do governo.

Renda Fixa

Termo usado de forma genérica para denominar todos os títulos que, como o nome sugere, são títulos que pagam, em períodos definidos, uma certa remuneração. O investidor sabe, no momento da aplicação, as características da remuneração. Podem ser divididos em duas modalidades: Pré-fixada: o investidor já conhece, na data de aplicação, o valor que receberá na “data de vencimento”; Pós-fixada: o investidor não sabe o valor que receberá, mas conhece o índice que remunerará sua aplicação; por exemplo: IPCA + 6% a.a.

Quando você compra um título de renda fixa está emprestando dinheiro ao emissor do título (que pode ser o seu banco, uma empresa ou o governo). Portanto, os juros do título são a remuneração que você recebe por emprestar seu dinheiro. Dentre os exemplos de títulos de renda fixa podemos citar: a caderneta de poupança, os certificados de depósito bancário (CDB), títulos do tesouro, letras do tesouro e títulos de crédito.

Renda Variável

Termo usado de forma genérica para denominar todos os títulos cuja remuneração não é discriminada anteriormente, como acontece com os títulos de renda fixa. Sendo assim, a rentabilidade destas aplicações depende das condições de mercado. Dentre os exemplos de títulos desta natureza temos as ações, commodities e os fundos de investimento que aplicam recursos neste tipo de títulos, como os fundos de ações, fundos multimercados com renda variável, fundos setoriais etc.

Rentabilidade

Termo usado para expressar a valorização (ou desvalorização) de um determinado investimento em termos percentuais. Alguns analistas usam o termo retorno ao invés de rentabilidade. Desta forma, um indivíduo que tenha feito um investimento de R$ 10 e que, após um mês, o mesmo valha R$ 11, registrou uma rentabilidade de 10%. A fórmula de cálculo da rentabilidade é a seguinte: Rentabilidade = ((Preço fim/Preço início)-1)*100, onde Preço fim: é o preço do ativo financeiro no final do período de cálculo da rentabilidade; o preço início é o preço do ativo financeiro no momento da aplicação.

Risco

O risco de cada ativo é determinado pelas garantias e pela saúde financeira de cada companhia e é acompanhado pelas agências de classificação de risco. Está relacionado à incerteza do retorno, ou seja, às garantias que determinado rendimento será realmente obtido.

Selic, taxa

Taxa referencial de juros da economia brasileira, determinada pelo COPOM (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, que é considerada pelo mercado como o principal indicador de política monetária do governo.

Sell-off

É quando investidores optam por vender rapidamente os ativos que possuem em determinado momento, geralmente após alguma notícia negativa – ou expectativa de uma.

Superávit primário:

Nada mais é do que o dinheiro que o governo consegue economizar. É aquilo que ele gasta (em despesas que não são financeiras) a menos do que arrecada, e esse saldo é usado para pagar juros da dívida pública.

Swap

Do inglês, significa troca. No mercado financeiro trata-se de um jargão que se refere a um contrato de troca envolvendo commodities, moedas ou ativos financeiros. A troca é feita para mudar datas de vencimento, indexador ou os títulos que estão na carteira do investidor. Há operações dessas na Bolsa, que tem regras e, em alguns casos, até garantias, e no mercado de balcão, ou seja, fora de bolsa. Os contratos de swap foram lançados pela BM&F em abril de 1993.

Swap cambial reverso

Denominação dada a operações conduzidas pelo Banco Central que têm como objetivo enxugar o excesso de dólares no mercado futuro, em que o governo está trocando sua dívida em que paga juros em dólares por débitos atrelados à Selic. Através dos contratos de swap reverso, a autoridade monetária evita, ainda que temporariamente, a alta do Real e melhora o perfil da dívida pública, uma vez que reduz a parcela da dívida indexada ao dólar.

Swap cambial

O BC realiza uma operação que equivale à uma venda de moeda no mercado futuro, o que reduz a pressão sobre a alta da moeda. Os swaps são contratos para troca de riscos: o Banco Central oferece um contrato de venda de dólares, com data de encerramento definida, mas não entrega a moeda norte-americana. No vencimento desses contratos, o investidor se compromete a pagar uma taxa de juros sobre o valor deles e recebe do BC a variação do dólar no mesmo período. Esses contratos servem também para dar “proteção” aos agentes que têm dívida em moeda estrangeira.

Taxa de Juro

Remuneração que o tomador de um empréstimo deve pagar ao proprietário do capital emprestado. Pode ser definida, portanto, como a remuneração do capital. Uma taxa de juro, quando eficiente, deve remunerar: O risco envolvido no investimento. De investimentos mais arriscados deve-se exigir taxas de juros proporcionalmente maiores. As expectativas inflacionárias, que representam a perda do poder aquisitivo; Compensação pela não aplicação do dinheiro em outro investimento. Os diversos custos administrativos envolvidos na operação.

Taxa DI

Taxa média diária das operações no mercado interfinanceiro, que é formada a partir da taxa Selic projetada para o dia D+1 e que embute os custos operacionais da instituição, sua margem de lucro e o custo dos impostos incidentes na operação.

Títulos Pós-fixados

Os títulos pós-fixados funcionam de forma diferente. Quando você investe em um pós-fixado você saberá o quanto irá receber somente no final da aplicação. Isso ocorre porque o rendimento é determinado pela variação de um certo índice mais uma taxa de juros determinada no início. Vamos assumir, por exemplo, um título que rende a variação da inflação pelo IGP-M mais uma taxa de juros pré-determinada (digamos 6%). Se a inflação for 7%, a taxa bruta (excluindo impostos) será de 13%, porém se a inflação for de 9%, a taxa bruta será 15%.

Títulos Pré-fixados

São aqueles cuja remuneração é determinada no momento da aplicação. Assim quando o gerente do seu banco lhe oferece um CDB pré-fixado de 30 dias rendendo 18%, isto significa que você já sabe o quanto receberá dentro de um ano - o valor investido mais juros pelo período (30 dias) em que o dinheiro foi investido. A mais conhecida forma de investimento pré-fixada no Brasil é a caderneta de poupança.

Títulos Privados

São títulos emitidos por instituições privadas – bancos e empresas. De maneira geral, as aplicações em renda fixa podem ser organizadas de acordo com seus emissores. Existem basicamente três emissores de títulos de renda fixa, que são: o Governo (LTNs, NTNs, etc.); os bancos (CDBs, RDBs, letras hipotecárias, letras cambiais); as empresas (debêntures, commercial papers).

Títulos Públicos

Assim como as empresas e os bancos, os governos federal, estadual e municipal precisam de dinheiro para financiar suas obras e cobrir suas despesas. Os títulos emitidos pelos governos são chamados de títulos de dívida pública e podem ser pré ou pós-fixados. No caso do Governo Federal, os títulos também podem ser emitidos com intuito de sinalizar política monetária, como aconteceu nos últimos meses com o Governo, emitindo títulos cambiais para controlar a alta do dólar.

Variação

Indica a oscilação, para cima ou para baixo, na cotação de um determinado título durante um período específico.

Volatilidade

Indica o grau médio de variação da cotação de um título ou determinado mercado de subir ou cair intensamente em um curto período de tempo. A relação da volatilidade de uma ação em relação à volatilidade do mercado acionário como um todo pode ser medida através do seu coeficiente beta. Quando se afirma que uma aplicação é extremamente volátil, entende-se que esta aplicação está sujeita a fortes oscilações, o que pode ser decorrência das perspectivas para a companhia, falta de liquidez (bastante comum entre algumas ações no Brasil), ou outras razões.